(livros publicados

(palestras e conferências)

O Evangelho Segundo Maria

O Evangelho Segundo Maria é a saga de Jesus contada por duas mulheres, Maria e Madalena,  que se arvoram a ser as forjadoras do pensamento de Cristo. A vida de Jesus contada neste livro é a mesma que encanta e mobiliza a humanidade há quase dois mil anos.  Mas nunca imaginamos que ela poderia ser relatada sob a ótica feminina, com as palavras de  duas mulheres que testemunharam e conviveram com o martírio de Jesus: Maria, a mãe, e Maria de Magdala, a confidente e quiçá a sua amante.

A Última Tentação de Marx

A Última Tentação de Marx é um livro singular em que literatura e ficção se misturam. Em suas histórias o leitor pode se deparar com uma inusitada entrevista coletiva concedida por Karl Marx, o pai do comunismo, devidamente ressuscitado para explicar o fracasso do socialismo no Leste Europeu. Pode participar também de uma improvável reunião no Paraíso na qual Deus resolve, com a conivência explicita de S.Pedro, convocar os economistas para que eles expliquem o valor dos bens. Naturalmente, frente a excentricidade de temas como esses o leitor poderia pensar que trata de um livro de ficção e é verdade. As crônicas deste livro contam histórias, relatam casos e tem o realismo fantástico como tema, mas não tratam apenas de ficção, tratam também de economia. E assim, ao mesmo tempo que se diverte com as dúvidas econômicas de Deus e com as novas profecias de Marx, o leitor pode tomar conhecimento dos pressupostos básicos do neoliberalismo ou dos princípios do socialismo utópico. Pode descobrir ainda que, dependendo das circunstâncias, um copo de água tem mais valor que um diamante e que a alegria pode gerar mais riqueza que o trabalho. Vai perceber, então, que este é um livro que usa a literatura para falar da Ciência Econômica, conciliando o realismo fantástico dos escritores com o realismo frio e calculista dos economistas. A Última Tentação de Marx não é, portanto, dirigido apenas para os economistas é um livro para todos aqueles que desejam unir o prazer do conhecimento especifico com o deleite inigualável de ler uma história.

Discurso de posse da Academia de Letras da Bahia

Após o dilúvio, na segunda metade do terceiro milênio
antes de Cristo, reinou em Uruk, cidade da Mesopotâmia,
que ainda hoje existe com o nome de Warka, no território
ocupado do Iraque, um monarca belo, sábio e forte.
Gilgamesh era seu nome e exercia o poder com sabedoria,
mas, no afã de edificar templos e muralhas, passou a
agir despoticamente, sem que ninguém se lhe opusesse.
Os deuses resolveram, então, criar um homem que fosse
capaz de lhe fazer oposição.

O Afilhado de Gabo

O Afilhado de Gabo é um livro surpreendente. É uma envolvente história policial, com raízes nos romances góticos do século passado. É uma homenagem explícita ao realismo fantástico e a escritores como Edgar A. Poe, Bram Stocker, R.L. Stevenson, Garcia Marquez e muitos outros, que passeiam pela história com desenvoltura. É também um romance de forte conteúdo psicológico que usa o instrumental freudiano para se embrenhar nos escaninhos da alma humana. O Afilhado de Gabo é tudo isso mas é, acima de tudo, uma história sobre a ânsia de não morrer.

O personagem que conduz a trama, ele próprio saído das páginas de outro romance em busca da imortalidade, é a expressão patética do anseio do homem por aquilo que lhe foi negado as portas do Éden. E, embora a originalidade latente deste ser insólito e a sucessão dos eventos extraordinários que ele desencadeia monopolizem a atenção do leitor, o tema da história é, durante todo o tempo, a recorrente certeza da mortalidade. No início, o clima é fantástico, quase inverossímil. Passeando pelo mundo de Stoker, Poe e Stevenson o autor envereda por um caminho extravagante que coloca o leitor frente a frente com o impossível. De repente, porém, uma lógica irresistível assume o controle do texto e uma factibilidade cerebral toma conta da história para desvendar pouco a pouco o enigma que conduz a ação de cada personagem. É então que, depois de fisgado por aquilo que parecia apenas um trhiller policial, o leitor percebe que está envolvido num verdadeiro libelo contra a morte.

Na segunda parte de Henrique IV, Shakespeare coloca na boca do recruta Feeble uma sentença que acompanha a humanidade desde sempre: " Um homem não pode morrer mais do que uma vez. Devemos uma morte a Deus ". O Afilhado de Gabo pode ser lido apenas como um romance policial de inspiração gótica, e vai cativar o leitor desde as primeiras páginas, mas também pode ser lido como se fosse a negação total dessa dívida.

 

Fabrício e as estrelas

Um brasileirinho encantado com uma cruz estelar que ilumina os céus do Brasil se surpreende ao descobrir, entre as quatro estrelas que formam a constelação do Cruzeiro do Sul, a presença enxerida de uma pequena estrela chamada "a intrometida". É aí que ele decide sair em busca dessa estrelinha, percorrendo e percebe que no mundo moderno as pessoas são impedidas de ver as estrelas por causa da poluição luminosa que afeta as metrópoles brasileiras.

Essa é a história de Fabrício e as Estrelas, um lançamento da editora Casa das Palavras. Ilustrado pelo renomado artista plástico Mário Cravo.

A menina que perdeu o nariz

A Menina Que Perdeu o Nariz é um livro diferente. Conta a história de um nariz conspirador que, indignado com o que se passa no planeta, resolve fugir do rosto de sua dona para fazer uma revolução: a revolução dos narizes

Com essa história surpreendente, que vai encantar crianças e adultos, Armando Avena traz para a literatura infantil o realismo fantástico e, ao mesmo tempo que homenageia um dos maiores escritores da literatura universal, cria personagens que ensinam e divertem.

A Menina Que Perdeu o Nariz é um livro para crianças mas vai encantar os adultos pois utiliza a própria literatura como elemento central do texto, além de criar um enigma que atiça a curiosidade de leitores de qualquer idade. Utilizando o realismo fantástico, Avena dá vida a um nariz revolucionário e, através dele, estabelece uma trama que prende o pequeno leitor do inicio ao fim da história. O livro consegue falar de questões importantes como as relacionados com a proteção ao meio ambiente sem fazer discurso e , o mais importante, estabelece uma relação de ambivalência com o publico infantil que entra em contato com temas da atualidade através da procura de um motivo lógico que explique a fuga de um nariz do rosto de sua dona. O melhor é que esse motivo existe e é perfeitamente lógico e compreensível. Para desvendá-lo basta o leitor abrir as páginas do livro e ser capaz de correr atrás de um nariz impertinente empoleirado numa bicicleta.

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